5 maneiras como os carros por aplicativo contribuem com a mobilidade

Deslocamentos por app permitem maior integração entre diferentes tipos de transporte e também de áreas da cidade, inclusive as mais distantes

1. Incentivam a integração

As corridas via aplicativo são aliadas estratégicas para a primeira ou última milha, aquele trecho entre a casa ou o local de trabalho e o ponto de transporte público mais próximo. Usuários de aplicativo fazem 7,5 vezes mais viagens em modos coletivos (trens, metrô e ônibus) do que motoristas de carro. Os dados são resultado de análise da Pesquisa Origem e Destino 2017 do Metrô de São Paulo.

 

 

Jardim Imperador, zona leste de São Paulo / Foto Anderson Reis/Shutterstock

2. Atendem à periferia

Depois de desembarcar do metrô, do trem ou no ônibus, moradores de periferias de grandes cidades brasileiras ainda precisam se deslocar por mais alguns quilômetros até chegar em casa. Um levantamento da 99 em periferias de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador mostrou que 55% dos entrevistados aumentaram a frequência das corridas durante a pandemia e que o <carro por aplicativo é o mais desejado com 52%> das menções, representando 35% dos deslocamentos dos usuários.

 

3. Contribuem com a economia

A renda obtida por motoristas parceiros gera uma série de movimentações que estimula a cadeia produtiva e ajuda a manter de maneira direta ou indireta mais de 108 mil postos de trabalho de diversas atividades econômicas. Um estudo da Fipe com dados referentes a 2019 mostrou que somente a 99 gerou mais de R$ 12,2 bilhões do PIB nacional. Gastos com alimentação e combustível e consumo das famílias dos profissionais parceiros com bens e serviços em geral totalizaram 0,18% do PIB brasileiro.

 

4. Tiram carros individuais das ruas

Mais de nove milhões de brasileiros demoram mais de uma hora para chegar ao trabalho, o que faz com que o País perca R$ 267 bilhões por ano em congestionamentos, quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB). O levantamento é referente a 2018, feito pela Quanta Consultoria. Na Grande São Paulo, 42% dos deslocamentos em carros individuais percorrem menos de 2,5 quilômetros, ou seja, poderiam ser feitos por carros compartilhados, bicicletas ou a pé, melhorando a fluidez das vias. Os aplicativos desestimulam a posse do carro, induzindo as pessoas a usarem o transporte como um serviço de forma multimodal, ou seja, combinando diferentes meios de transporte.

5. Colocam a tecnologia a favor das cidades

No mundo todo, parcerias entre o poder público e a iniciativa privada vêm melhorando o trânsito e contribuindo para a formulação de políticas públicas de mobilidade. No Brasil, o Mapa da Fluidez implantado em Porto Alegre é uma parceria entre a prefeitura e a 99 que fornece dados em tempo real sobre a velocidade média dos automóveis nas ruas e avenidas, horários de maior movimento e desempenho dos semáforos. Os agentes públicos podem consultar os indicadores e analisar como melhorar a fluidez. A iniciativa é bem-sucedida na China, país de origem da DiDi Chuxing, detentora da 99. Mais de 2 mil semáforos inteligentes foram implantados em cidades como Tianjin e Shenzhen, onde vivem cerca de 12 milhões de pessoas. Em alguns locais, a fluidez aumentou 20% e a velocidade média nas vias, 42%.

Compartilhe!