O que aprendemos com o Para Onde Vamos?

Listamos as 5 principais lições do nosso especial Para Onde Vamos, confira

Para comemorar o mês de setembro, que é o mês da mobilidade, a 99 lançou o especial Para Onde Vamos, com reportagens, artigos, podcasts e muito mais para debater como nos deslocamos pela cidade. A partir de conversas e da participação de diversos especialistas, listamos aqui aqueles que consideramos os cinco principais ensinamentos que as últimas semanas nos trouxeram. Confira abaixo. 

 

1) Compartilhar segue sendo a melhor alternativa

Tomadas as devidas precauções, as viagens compartilhadas seguem sendo a melhor opção para desafogar o trânsito. Sistemas coletivos, como o ônibus, e aplicativos de transporte demonstram que não há nada mais eficiente do que levar mais pessoas para um mesmo destino e assim ajudar a tirar mais carros individuais das ruas. Pâmela Vaiano, diretora de Comunicação da 99, fala sobre a nova categoria de carona do app no Episódio 5 do podcast Melhores Conexões, em conversa com a secretária municipal de Mobilidade de São Paulo Elisabete França.

2) Mobilidade como serviço já é uma realidade 

A facilidade de alugar uma bicicleta ou chamar um carro por aplicativo mostra o quanto o serviços de transporte evoluíram. É disso que se trata a mobilidade como serviço, poder usar um modo sem precisar possuí-lo. Integrar as opções é uma forma importante de aumentar essa liberdade e vem evoluindo a ponto de unificar os meios de pagamento para que o usuário mal perceba que saiu de um sistema e entrou em outro.

3) Destino das bikes no pós-pandemia é incerto

Mais barata e segura, a bicicleta vem ganhando popularidade nos últimos meses. Segundo um levantamento da Aliança Bike, as vendas cresceram entre junho e julho 118% quando comparadas com o mesmo período em 2019. A aposta em uma opção limpa e saudável é sempre uma ótima notícia, mas não quando acontece às custas do transporte coletivo, igualmente importante. Como muitos dos novos ciclistas utilizavam antes os ônibus, especialistas se perguntam se a adesão às bikes pode comprometer ainda mais as finanças dos coletivos.

4) Brasil mantém pedestre em segundo plano 

Com as ruas vazias pela pandemia, cidades por todo o mundo viram a oportunidade de repensar o uso dos espaços públicos e implementar mudanças para melhorar o trânsito. A resposta veio com a mobilidade ativa, com vias até então exclusivas para carros cedendo lugar para ciclovias e pedestres. Por toda a Europa, mais de 2 mil quilômetros de novas ciclovias foram anunciados, seguidas por cidades como Nova York e Buenos Aires. Por aqui, as iniciativas são ainda tímidas. Uma delas é o projeto Ocupa Rua, em São Paulo, que cede o espaço de vagas de estacionamento para restaurantes e bares.

5) Periferias demandam maior integração

Distantes dos centros urbanos e com poucas opções de transporte, as periferias têm visto no carro por aplicativo uma opção mais segura e eficiente de se deslocar durante a pandemia. A vida dos moradores dessas áreas é tema do Episódio 2 do podcast Melhores Conexões e tratada em pesquisa realizada pela 99 nas periferias de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. O estudo mostrou que, para 52% dos entrevistados, as viagens por aplicativo são o serviço mais desejado. O resultado reforça a importância de oferecer opções de transporte acessíveis e que se integrem a outros modos como forma de estimular a inclusão.

 

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